domingo, 16 de maio de 2010

Desabafo

As vezes tenho vontade de sumir do mundo, desaparecer... Fico tão magoada quando as pessoas me dizem a verdade, mas sem amor. Verdade sem amor é crueldade! Não sabem o valor do afeto, desconhecem o calor de um abraço, de um colo e se acham no direito de nos dizer verdades que nós estamos cansados de saber, mas nem um pouco dispostos a ouvir. To cansada! Queria acabar com tudo isso logo, me ver livre, mudar. Queria que as coisas tivessem acontecido de forma diferente, que não tivessem chegado a esse ponto. Mas fazer o quê se é mais forte que eu? Pára o mundo que eu quero descer... nessas horas queria ser pequenininha pra poder me esconder de mim... mas não dá... grande desse jeito, todo mundo pensa que me conhece pq me enxerga, mas ninguém sabe o que se passa por dentro. De saco cheio de ouvir como devo ser, o que devo fazer e sob o pretexto de que é excesso de preocupação. Preocupação desse jeito eu dispenso. Não gosto de ser magoada e tem palavras que ferem mais do que qualquer atitude... se pelo menos o amor compensasse... mas que amor? Aqui já não usam essa palavra há muito tempo. Se é que um dia ela já existiu... Cansei!!

segunda-feira, 10 de maio de 2010

Preparativos


Casamento marcado, clube e igreja reservados, parece que vou endoidar...

Na minha frente agora só enxergo vestidos, decorações, docinhos e bem-casados, lembrançinhas, sapatos e preciso marcar com o buffet e decidir as músicas e confirmar e convidar os padrinhos e rever a lista...

Afffff, vou surtar!!! kkk

domingo, 14 de março de 2010

As vezes no silêncio da noite...

Sentimento estranho...
Quando se é "multidão", estar sozinha pode ser um transtorno...
A solidão é uma oportunidade única para se encontrar, se perceber, se ouvir, olhar para dentro, olhar para si. E isso ainda é complicado... perceber todos os medos, angústias, mudanças que se fazem necessárias mas que a covardia ainda atrapalha.
Difícil ouvir os fantasmas e perceber que eles ainda estão ali dentro, guardados, esperando o momento certo para lembrar que existem.
Quando bate a solidão, as lágrimas são inevitáveis, pois o corpo já está tão cheio que, para não explodir, transborda.
Por que essa angústia? Esse aperto no peito? Esse medo de tentar?
Talvez pq mudar gere consequências e só nós somos responsáveis por elas. Não podemos apontar o dedo e culpar outrem... não podemos ignorar e fingir que não é conosco... mudar é sempre chocante. É sempre intenso. É sempre doloroso. Mudar é sempre pedir mais da gente, é admitir que tudo que sempre dissemos que somos não é verdade. É deixar as máscaras caírem.
Por que fazer da mudança algo ruim? Por que não aceitá-la como melhoria?
Não é fácil... não é só querer... trata-se de algo mais... é querer e ter coragem, é querer e dar a cara a tapa, é querer e assumir os riscos, é querer e enfrentar... Será que estou pronta?
Sei que não deve ser fácil ser você. Desculpe, mas no momento estou me concentrando em ser eu.

sexta-feira, 5 de março de 2010

Ser criança

Ser criança é achar que o mundo é feito de fantasias, sorrisos e brincadeiras.
Ser criança é comer algodão doce e se lambuzar.
Ser criança é acreditar num mundo cor de rosa, cheio de pipocas.
É ser inesquecivelmente feliz com muito pouco.
É se tornar gigante diante de gigantescos pequenos obstáculos.
Ser criança é fazer amigos antes mesmo de saber o nome deles.
É conseguir perdoar muito mais fácil do que brigar.
Ser criança é ter o dia mais feliz da vida, todos os dias.
É acreditar no momento presente com tudo o que oferece, é aceitar o novo e desejar o máximo.
Ser criança é chorar sem saber porque.
Ser criança é estar em constante estágio de aprendizado, é querer buscar e descobrir verdades sem a armadura da dúvida.
Ser criança é olhar e não ver o perigo.
Ser criança é ter um riso franco esparramado pelo rosto, mesmo em dia de chuva, é adorar deitar na grama, ver figuras nas nuvens e criar histórias.
Ser criança é acreditar, esperar, confiar.
E é ter coragem de não ter medo.
Ser criança é querer ser feliz.
Ser criança é saber embrulhar desapontamentos e abrir caixinhas de surpresas.
Ser criança é ter sempre uma pergunta na ponta da língua e querer muito todas as respostas.
Ser criança é errar e não assumir o erro.
Ser criança é habitar no país da fantasia, viver rodeado de personagens imaginários, gostar de quem olha no olho e fala baixo.
Ser criança é pedir com os olhos.
Ser criança é gostar de sentar na janela e detestar a hora de ir para a cama.
Ser criança é cantar fora do tom e dar risadas se alguém corrige.
Ser criança é ser capaz de perdoar e anestesiar a dor com uma dose de sabedoria genuína e peculiar.
Ser criança é acreditar que tudo é possível.
Ser criança é gostar da brincadeira, do sonho, do impossível.
Criança é saber nada e poder tudo.
Ser criança é detestar relógios e compromissos.
É ter pouca paciência e muita pressa.
E ser criança é, também, ser o adulto que nunca esqueceu da criança que foi um dia.
O adulto que consegue se reencontrar com a criança que ainda vive no seu íntimo e mais precioso território.
Aquele pedaço que justifica todos os percalços e que dignifica todos os tropeços.
A ingenuidade restaurada no dia-a-dia e que o transforma em herói ao reler as histórias de sua própria vida, narradas pela criança que o abraça, nas entrelinhas de um tempo que permanece imutável porque sagrado.
Ser criança é o que a gente nunca deveria deixar de ser.

sábado, 2 de janeiro de 2010

Ano Novo, vida nova!!


É, 2010 chegou!! E me fez refletir sobre algumas coisas...
Eu estava em Angra no dia da virada do ano, lugar que ficou marcado pela tragédia, com tantas tristezas trazidas pela forte chuva. Enquanto, teoricamente, teríamos que comemorar a chegada de um novo ano, muitas pessoas sofriam por perder entes queridos, por perder suas casas, suas coisas... e isso me fez parar pra pensar: por que só deixamos pra mudar quando começa um novo ano?? Que valor é esse que damos a um único dia do ano, onde parece que "é tudo ou nada"? Dia 31 é um dia como outro qualquer; é a mudança de um ano, beleza, mas pq só pedir perdão, só desejar, só sonhar, só comemorar na virada do ano??? Por que durante o ano todo não prometemos e cumprimos coisas que desejamos? Esse ano eu vou emagrecer, eu vou amar mais, ser mais carinhosa, mais romântica, me estressar menos, dar mais valor à família... promessas, promessas e promessas que só lembramos quando o ano chega ao fim e paramos para prometer tudo de novo...
NÃO!!! Não quero isso pra mim em 2010. Esse ano eu vou lembrar que durante 365 dias eu posso ter as mesmas emoções, as mesmas alegrias, os mesmos sonhos que só me permito viver no dia 31/12. 2010 vai ser o melhor ano da minha vida!!! E no dia 31/12/10 eu vou fazer um balanço e descobrir o quanto fui feliz!!! Eu quero um ano diferente, mais alegre, mais feliz, com muita saúde para mim e todos ao meu redor... Posso ter tristezas?? Sim, provavelmente, mas que elas sirvam de aprendizado e que a cada decepção eu possa lembrar que amanhã é um novo dia e tudo vai melhorar! Como diz uma amiga minha: "Reveillon é só mais um dia que o povo inventa no calendário". E eu não quero só 1 dia... quero 365 dias, todos os anos, para ser feliz, sonhar, realizar, aprender, brincar, rir e chorar, gritar de alegria e me divertir!!!
E que venha 2010!!!!

segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

25 aninhos!!

Hoje é o meu dia!!! Meu aniversário!!! Que felicidade!!
Sabe, é engraçado esse negócio de fazer 25 anos... quando eu era pequena, lembro de ter 1000 planos pros meus 25 anos... queria ser mãe, professora, médica, astronauta, ia estar casada, com filhos... que engraçado!!
É, os 25 anos chegaram... e quer saber? Não sou mãe, muito menos astronauta, não estou casada oficialmente, mas estou feliz e é isso que importa!!
Não farei planos, não vou desejar nada, só agradecer por estar viva, com saúde, ter amigos lindos e pessoas muito especiais ao meu redor!!!
Meus 25 anos chegaram... e eu estou 25000000000000000 vezes mais feliz!!!
Beijinhos pra vcs e um ótimo dia pra mim!! =)

sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

Julgamentos precipitados

Havia numa aldeia um velho muito pobre que possuía um lindo cavalo branco.
Numa manhã ele descobriu que o cavalo não estava na cocheira.
Os amigos disseram ao velho:
Mas que desgraça, seu cavalo foi roubado!

E o velho respondeu:
Calma, não cheguem a tanto.
Simplesmente digam que o cavalo não está mais na cocheira.
O resto é julgamento de vocês.
As pessoas riram do velho.

Quinze dias depois, de repente, o cavalo voltou.
Ele tinha fugido para a floresta. Na volta, trouxe uma dúzia de cavalos selvagens com ele.
As pessoas se reuniram de novo e disseram:
Velho, você tinha razão. Não era mesmo uma desgraça, e sim uma benção.

E o velho disse:
Vocês estão se precipitando de novo.
Quem pode dizer se é uma benção ou não?
Apenas digam que o cavalo está de volta...

O velho tinha um único filho que começou a treinar os cavalos selvagens.
Apenas uma semana mais tarde, ele caiu de um dos cavalos e fraturou as pernas.

As pessoas se reuniram e, mais uma vez, se puseram a julgar:
E não é que você tinha razão, velho?
Foi uma desgraça seu único filho perder o uso das duas pernas.
E o velho disse:

Mas vocês estão obcecados por julgamentos, hein?
Não se adiantem tanto.
Digam apenas que meu filho fraturou as pernas.
Ninguém sabe ainda se isso é uma desgraça ou uma bênção...

Aconteceu que, depois de algumas semanas, o país entrou em guerra e todos os jovens da aldeia foram obrigados a se alistar, menos o filho do velho.
E os que foram para a guerra, morreram...

Quem é obcecado por julgar cai sempre na armadilha de basear seu julgamento em pequenos fragmentos de informação.
E isso leva a conclusões precipitadas.

Nunca encerre uma questão de forma definitiva, pois quando um caminho termina, outro começa.
Quando uma porta se fecha, outra se abre...

Às vezes enxergamos apenas a desgraça, e não vemos a benção que ela nos traz...