segunda-feira, 14 de junho de 2010

Bariátrica: fazer ou não fazer??


To numa dúvida mortal... não sei se faço ou não faço a bariátrica.
Essa idéia me surgiu na cabeça há alguns dias depois de perceber que não tenho força de vontade nenhuma pra emagrecer sozinha. Primeiro pq eu mesma me saboto. Segundo pq vc perde 5 kgs e ninguém percebe e isso te deixa ansiosa e vc engorda de novo. To começando a ficar desesperada... Fui comprar uma calça depois de muito tempo sem comprar e pulei do nº 48 pro 52 sem eu nem perceber... Balança então, nem em sonho. Ando desesperada só de pensar em enfrentá-las. Começei mais uma vez com o sibutramina há 3 semanas mas não to vendo mais fazer efeito... E a esteira, coitada, so lembro dela quando a fatura do cartão chega e tenho que pagar... Aff!!! Cansei de ser gorda! E nesse cansaço me surgiu a idéia da bariátrica.
Tenho pensado nisso diariamente, conversado com minha amiga Sônia que fez a cirurgia e ta lindona, lido blogs e mais blogs na internet, todo mundo amando o resultado. Mas não sei se já criei coragem. Tenho medo do dreno depois da cirurgia, tenho medo de não me reconhecer, tenho medo de ficar feia, tenho medo de não conseguir emagrecer e ficar deprê pro resto da vida. Aiii... muitos medos, acompanhados de algumas poucas palavras de quem apoia. Sonia já disse que é muito mais fácil vc seguir a dieta da cirurgia quando vc vê que realmente ela dá resultado, diferente da dieta normal. Sem falar que meu amigo lindo é o fisioterapeuta da equipe e eu sei que cuidaria de mim no pós com todo amor e carinho. Mas ainda assim... dá medo. Preciso decidir e preciso decidir rápido... aproveitar esse mês sem estágios com uma agenda mais fácil de conciliar. Acho que vou ligar pra Pinheiro amanhã pra pegar o tel do médico. E vamos ver no que dá... preciso emagrecer, isso é fato!! Aiiiiiii, Dio Mio, me ajuda!!!

Eu não paro


Quando eu vou parar e olhar pra mim
Ficar de fora e olhar por dentro
Se eu não consigo organizar minhas idéias
Se eu não posso
Se eu esqueço de mim?

E eu pensei que fosse forte
Mas eu não sou

Quando eu vou parar pra ser feliz?
Que horas?
Se não dá tempo
Se eu não me encontro nos lugares onde eu ando
Nem me conheço
Viro o avesso de mim?

Se eu não sei o que é sonhar faz tanto tempo
Tanto mar e o meu lugar é aqui?

Uma rua atravessada em meu caminho
Nos meus olhos, mil faróis
Preciso aprender a andar sozinho pra ouvir minha própria voz
Quem sabe assim
Eu paro pra pensar em mim
Quem sabe assim
Eu paro pra pensar em mim

(Ana Carolina)

domingo, 16 de maio de 2010

Desabafo

As vezes tenho vontade de sumir do mundo, desaparecer... Fico tão magoada quando as pessoas me dizem a verdade, mas sem amor. Verdade sem amor é crueldade! Não sabem o valor do afeto, desconhecem o calor de um abraço, de um colo e se acham no direito de nos dizer verdades que nós estamos cansados de saber, mas nem um pouco dispostos a ouvir. To cansada! Queria acabar com tudo isso logo, me ver livre, mudar. Queria que as coisas tivessem acontecido de forma diferente, que não tivessem chegado a esse ponto. Mas fazer o quê se é mais forte que eu? Pára o mundo que eu quero descer... nessas horas queria ser pequenininha pra poder me esconder de mim... mas não dá... grande desse jeito, todo mundo pensa que me conhece pq me enxerga, mas ninguém sabe o que se passa por dentro. De saco cheio de ouvir como devo ser, o que devo fazer e sob o pretexto de que é excesso de preocupação. Preocupação desse jeito eu dispenso. Não gosto de ser magoada e tem palavras que ferem mais do que qualquer atitude... se pelo menos o amor compensasse... mas que amor? Aqui já não usam essa palavra há muito tempo. Se é que um dia ela já existiu... Cansei!!

segunda-feira, 10 de maio de 2010

Preparativos


Casamento marcado, clube e igreja reservados, parece que vou endoidar...

Na minha frente agora só enxergo vestidos, decorações, docinhos e bem-casados, lembrançinhas, sapatos e preciso marcar com o buffet e decidir as músicas e confirmar e convidar os padrinhos e rever a lista...

Afffff, vou surtar!!! kkk

domingo, 14 de março de 2010

As vezes no silêncio da noite...

Sentimento estranho...
Quando se é "multidão", estar sozinha pode ser um transtorno...
A solidão é uma oportunidade única para se encontrar, se perceber, se ouvir, olhar para dentro, olhar para si. E isso ainda é complicado... perceber todos os medos, angústias, mudanças que se fazem necessárias mas que a covardia ainda atrapalha.
Difícil ouvir os fantasmas e perceber que eles ainda estão ali dentro, guardados, esperando o momento certo para lembrar que existem.
Quando bate a solidão, as lágrimas são inevitáveis, pois o corpo já está tão cheio que, para não explodir, transborda.
Por que essa angústia? Esse aperto no peito? Esse medo de tentar?
Talvez pq mudar gere consequências e só nós somos responsáveis por elas. Não podemos apontar o dedo e culpar outrem... não podemos ignorar e fingir que não é conosco... mudar é sempre chocante. É sempre intenso. É sempre doloroso. Mudar é sempre pedir mais da gente, é admitir que tudo que sempre dissemos que somos não é verdade. É deixar as máscaras caírem.
Por que fazer da mudança algo ruim? Por que não aceitá-la como melhoria?
Não é fácil... não é só querer... trata-se de algo mais... é querer e ter coragem, é querer e dar a cara a tapa, é querer e assumir os riscos, é querer e enfrentar... Será que estou pronta?
Sei que não deve ser fácil ser você. Desculpe, mas no momento estou me concentrando em ser eu.

sexta-feira, 5 de março de 2010

Ser criança

Ser criança é achar que o mundo é feito de fantasias, sorrisos e brincadeiras.
Ser criança é comer algodão doce e se lambuzar.
Ser criança é acreditar num mundo cor de rosa, cheio de pipocas.
É ser inesquecivelmente feliz com muito pouco.
É se tornar gigante diante de gigantescos pequenos obstáculos.
Ser criança é fazer amigos antes mesmo de saber o nome deles.
É conseguir perdoar muito mais fácil do que brigar.
Ser criança é ter o dia mais feliz da vida, todos os dias.
É acreditar no momento presente com tudo o que oferece, é aceitar o novo e desejar o máximo.
Ser criança é chorar sem saber porque.
Ser criança é estar em constante estágio de aprendizado, é querer buscar e descobrir verdades sem a armadura da dúvida.
Ser criança é olhar e não ver o perigo.
Ser criança é ter um riso franco esparramado pelo rosto, mesmo em dia de chuva, é adorar deitar na grama, ver figuras nas nuvens e criar histórias.
Ser criança é acreditar, esperar, confiar.
E é ter coragem de não ter medo.
Ser criança é querer ser feliz.
Ser criança é saber embrulhar desapontamentos e abrir caixinhas de surpresas.
Ser criança é ter sempre uma pergunta na ponta da língua e querer muito todas as respostas.
Ser criança é errar e não assumir o erro.
Ser criança é habitar no país da fantasia, viver rodeado de personagens imaginários, gostar de quem olha no olho e fala baixo.
Ser criança é pedir com os olhos.
Ser criança é gostar de sentar na janela e detestar a hora de ir para a cama.
Ser criança é cantar fora do tom e dar risadas se alguém corrige.
Ser criança é ser capaz de perdoar e anestesiar a dor com uma dose de sabedoria genuína e peculiar.
Ser criança é acreditar que tudo é possível.
Ser criança é gostar da brincadeira, do sonho, do impossível.
Criança é saber nada e poder tudo.
Ser criança é detestar relógios e compromissos.
É ter pouca paciência e muita pressa.
E ser criança é, também, ser o adulto que nunca esqueceu da criança que foi um dia.
O adulto que consegue se reencontrar com a criança que ainda vive no seu íntimo e mais precioso território.
Aquele pedaço que justifica todos os percalços e que dignifica todos os tropeços.
A ingenuidade restaurada no dia-a-dia e que o transforma em herói ao reler as histórias de sua própria vida, narradas pela criança que o abraça, nas entrelinhas de um tempo que permanece imutável porque sagrado.
Ser criança é o que a gente nunca deveria deixar de ser.

sábado, 2 de janeiro de 2010

Ano Novo, vida nova!!


É, 2010 chegou!! E me fez refletir sobre algumas coisas...
Eu estava em Angra no dia da virada do ano, lugar que ficou marcado pela tragédia, com tantas tristezas trazidas pela forte chuva. Enquanto, teoricamente, teríamos que comemorar a chegada de um novo ano, muitas pessoas sofriam por perder entes queridos, por perder suas casas, suas coisas... e isso me fez parar pra pensar: por que só deixamos pra mudar quando começa um novo ano?? Que valor é esse que damos a um único dia do ano, onde parece que "é tudo ou nada"? Dia 31 é um dia como outro qualquer; é a mudança de um ano, beleza, mas pq só pedir perdão, só desejar, só sonhar, só comemorar na virada do ano??? Por que durante o ano todo não prometemos e cumprimos coisas que desejamos? Esse ano eu vou emagrecer, eu vou amar mais, ser mais carinhosa, mais romântica, me estressar menos, dar mais valor à família... promessas, promessas e promessas que só lembramos quando o ano chega ao fim e paramos para prometer tudo de novo...
NÃO!!! Não quero isso pra mim em 2010. Esse ano eu vou lembrar que durante 365 dias eu posso ter as mesmas emoções, as mesmas alegrias, os mesmos sonhos que só me permito viver no dia 31/12. 2010 vai ser o melhor ano da minha vida!!! E no dia 31/12/10 eu vou fazer um balanço e descobrir o quanto fui feliz!!! Eu quero um ano diferente, mais alegre, mais feliz, com muita saúde para mim e todos ao meu redor... Posso ter tristezas?? Sim, provavelmente, mas que elas sirvam de aprendizado e que a cada decepção eu possa lembrar que amanhã é um novo dia e tudo vai melhorar! Como diz uma amiga minha: "Reveillon é só mais um dia que o povo inventa no calendário". E eu não quero só 1 dia... quero 365 dias, todos os anos, para ser feliz, sonhar, realizar, aprender, brincar, rir e chorar, gritar de alegria e me divertir!!!
E que venha 2010!!!!